Segue negativa a defasagem entre o preço de refinaria dos combustíveis

Por CBIE

De acordo com a atualização mais recente, em 9 de agosto, o preço médio do diesel na refinaria nacional ficou em R$ 0,20/ litro (ou -6,7%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA). O resultado deve-se a desvalorização de 3,2% no preço internacional do diesel, somado a variação positiva de 2,7% na taxa de câmbio (R$/US$), com relação à semana anterior (2/8). Não houve ajustes no preço doméstico do diesel na semana em análise.

Veja o histórico dos últimos 12 meses no gráfico abaixo:

Na média semanal (de 2 a 9 de agosto), o preço do diesel na refinaria nacional permaneceu em R$ 0,20/litro (ou -6,5%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA).

O preço da gasolina doméstica ficou R$ 0,58/litro (ou -17,6%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA), em 9 de agosto. O resultado teve influência da variação negativa de 1,3% no preço internacional da gasolina, com relação à última semana, e da variação da taxa de câmbio, citada acima. Não houve ajustes no preço doméstico da gasolina na semana em análise. No entanto, a Petrobras anunciou uma alta de 3,3% no preço de refinaria a partir de 12 de agosto, com impacto a ser analisado na próxima semana.

Acompanhe a variação nos últimos 12 meses:

Na média semanal (de 2 a 9 de agosto), o preço da gasolina na refinaria nacional permaneceu R$ 0,55/litro (ou -16,9%) abaixo do preço do Golfo do México.

No período em análise, o preço do barril de petróleo tipo Brent permaneceu sob influência dos efeitos da pandemia do coronavírus (Covid-19). O agravamento de contaminados e fatalidades da variante Delta, sobretudo nos Estado Unidos (EUA) e China, pressionam o fortalecimento da economia mundial e, consequentemente, alimentam preocupações acerca da demanda por petróleo. Embora os EUA não cogitem retomar medidas de restrição social, a explosão de internações e mortes nas últimas semanas desestimulam a maior circulação de pessoas e veículos. A China, por outro lado, aplica medidas mais severas de distanciamento para conter a disseminação do vírus. Mais de uma dúzia de cidades chinesas já registram surtos e, por isso, aumentaram as restrições. Como ambos são os maiores consumidores mundiais, o mercado futuro de petróleo se retrai, sob o risco de redução significativa do consumo para o segundo semestre.

Na última semana, o preço do barril de petróleo acompanhou os negativos dados de empregabilidade e de estoque nos EUA. Os dados semanais referente ao seguro-desemprego registraram mais uma queda de pedidos, entretanto, em 10 mil a menos que o previsto por analistas. Além disso, o relatório mensal do Departamento de Trabalho dos EUA informou que o número de vagas em aberto para trabalho atingiu uma nova máxima histórica em junho, com 10,073 milhões de postos disponíveis. Esses dados, somados ao levantamento do Departamento de Energia Americano (DoE), que reportou um aumento semanal de 3,627 milhões de barris no estoque de petróleo bruto, ditaram o ritmo de perdas para a commodity e as empresas de energia. O valor, que contrariou especialistas confiantes na redução de 2,7 milhões de barris, gera o temor de desaceleramento da economia dos EUA.

A China, da mesma forma, contribuiu para as perdas na contação internacional do petróleo. O maior índice de contaminados, em mais de sete meses, levou o governo a endurecer as medidas de restrição social. A testagem em massa e restrições a movimentação de pessoas e carros já impactam também o número de voos na China e no continente asiático. Na Ásia-Pacífico, região fundamental para a economia de Pequim, o aumento das restrições sociais aponta para um possível desaceleramento das economias regionais. Com as duas maiores cidades da Austrália em lockdown e a Indonésia sob duras restrições sociais, bancos como JP Morgan e Goldman Sachs já revisam negativamente o crescimento anual do Produto Interno Bruto Chinês (PIB), o que impacta no volume de petróleo a ser demandado.

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