A relevância dos títulos verdes

Por Adriano Pires

Ferramenta é acessível e pragmática para a auxiliar na transição energética global

Publicado originalmente no Poder360

 

Mais um mecanismo financeiro aliado do combate às mudanças climáticas começa a chamar a atenção no Brasil. Linhas de crédito, títulos soberanos, debêntures de infraestrutura e letras financeiras são os principais tipos de títulos verdes em circulação no mundo. Para essa categoria de renda fixa, o mercado cunhou o conceito de títulos verdes (Green Bonds), cuja captação de recursos cumpre o propósito exclusivo de financiar políticas ou investimentos que abrandem os impactos da ação humana na natureza.

Embora sob formatos diferentes, todos esses projetos precisam ser verificados e certificados por auditorias independentes para atestar a externalidade positiva da dívida para o meio ambiente. A CBI (Climate Bond Initiative) é a organização internacional sem fins lucrativos responsável por estabelecer diretrizes e qualificar as auditorias dos projetos.

Em maio de 2021, a multinacional EY (Ernst Young) foi aprovada pela CBI como verificadora da legitimidade dos títulos. Dada a ampla internacionalização da empresa, esse é um passo importante para acelerar globalmente a validação confiável das dívidas verdes. Além disso, a UE (União Europeia), em julho, publicou uma cartilha voluntária para padronizar e tornar mais rigorosos os parâmetros de qualificação, análise de finalidade e retorno financeiro dos títulos verdes. Essa harmonização tem o propósito principal de identificar e combater a prática de “greenwashing”, que é o principal questionamento feito por ambientalistas e críticos da eficácia dos títulos verdes.

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