Mudança em reajuste do diesel gera dúvida sobre importação e regulação

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<a href=”http://bit.ly/2FDIxJZ”>Por André Ramalho e Rodrigo Polito, para o Valor Econômico</a>

<a href=”https://cbie.com.br/imprensa/mudanca-em-reajuste-do-diesel-gera-duvida-sobre-importacao-e-regulacao/attachment/mkt_2019_imagem_destacada_cbie_na_midia_valor_economico_2_27_03/” rel=”attachment wp-att-2259″><img class=”size-full wp-image-2259″ src=”https://cbie.com.br/wp-content/uploads/2019/03/MKT_2019_imagem_destacada_cbie_na_midia_valor_economico_2_27_03.jpg” alt=”Mudança em reajuste do diesel gera dúvida sobre importação e regulação” width=”1170″ height=”495″ /></a> Petrobras mudou sua política de reajuste de preços do diesel de produtor (Foto: Reprodução)

RIO – A mudança na periodicidade dos reajustes do diesel, <strong><a href=”https://cbie.com.br/imprensa/petrobras-vai-avaliar-a-cada-15-dias-reajuste-do-diesel/”>anunciada hoje pela Petrobras,</a></strong> despertou incertezas em especialistas desse mercado. Para alguns, a medida gera insegurança quanto à regulação de preços. Para outros, a maior dúvida é como a alteração afetará a atividade das empresas importadoras do produto.

Na opinião do presidente do <strong>Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires</strong>, a mudança é motivo de preocupação para o mercado e pode gerar insegurança regulatória, justamente no momento em que a companhia pretende vender ativos de refino no Brasil.

“O mercado vai ficar mais especulativo”, avaliou ele, destacando que, hoje, o preço do diesel vendido pela Petrobras nas refinarias está <strong><a href=”https://cbie.com.br/category/dados/”>abaixo do preço internacional do combustível</a></strong>.

O especialista acrescentou que a medida cria uma insegurança regulatória. “E isso é muito ruim, no momento em que a Petrobras quer vender refinarias”, destacou ele. A Petrobras detém 98% da capacidade de refino do Brasil.

Já para outros analistas consultados pelo <a href=”http://bit.ly/2FDIxJZ”><strong>Valor</strong></a>, a medida ajudará a reduzir a volatilidade nos preços para os consumidores. Não deve gerar impactos financeiros para a estatal, se ela se mantiver alinhada à paridade internacional, mas lança dúvidas sobre como vão se comportar as importadoras privadas e, consequentemente, como isso afetará a participação de mercado da companhia.

“Ajuda a reduzir a volatilidade nos preços do diesel para os consumidores. Para a Petrobras, depois que ocorrerem os repasses a cada 15 dias, vale a pena monitorar o comportamento dos importadores e o <em>market share</em> da companhia no mercado doméstico, bem como [o nível] de utilização das refinarias”, avalia o analista do Santander, Gustavo Allevato.

Quando lançou a política de reajustes diários, a Petrobras pretendia, em parte, inibir as importações privadas. A lógica era de que, ao reajustar diariamente preços, importadoras teriam menos tempo de reagir à precificação da estatal nas suas estratégias de encomendas de cargas. De imediato, contudo, os reajustes diários pouco impactaram as importações e a Petrobras só veio a recuperar mercado depois de reduzir suas margens, na virada entre 2017 e 2018.

Para o presidente da <strong><a href=”https://abicom.com.br/”>Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom)</a></strong>, Sérgio Araújo, as mudanças nas regras são prejudiciais às importadoras, porque dificultam o monitoramento do mercado doméstico sobre eventuais práticas anticoncorrenciais. Isso porque os preços de paridade divulgados pela <strong><a href=”http://www.anp.gov.br/”>Agência Nacional de Petróleo (ANP)</a></strong> — e que permitem o mercado comparar com os preços da <a href=”http://www.petrobras.com.br/pt/”><strong>Petrobras</strong> </a>– são semanais. Araújo explica que, ao congelar os preços por 15 dias, fica mais difícil fazer essa comparação.

<a href=”http://bit.ly/2FDIxJZ”>(Fonte: Valor)</a>

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