Petrobras altera política de preço do diesel e anuncia ‘cartão caminhoneiro’

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<a href=”https://glo.bo/2uwvm79″><em>Por Ramona Ordoñez e Gabriel Martins, para o jornal O Globo</em></a>

<a href=”https://cbie.com.br/imprensa/petrobras-altera-politica-de-preco-do-diesel-e-anuncia-cartao-caminhoneiro/attachment/mkt_2019_imagem_destacada_cbie_na_midia_o_globo_27_03/” rel=”attachment wp-att-2263″><img class=”size-full wp-image-2263″ src=”https://cbie.com.br/wp-content/uploads/2019/03/MKT_2019_imagem_destacada_cbie_na_midia_o_globo_27_03.jpg” alt=”Petrobras altera política de preço do diesel e anuncia ‘cartão caminhoneiro'” width=”1170″ height=”495″ /></a> Petrobras mudou sua política de reajuste de preços do diesel de produtor (Foto: Reprodução)

RIO — A diretoria da Petrobras<a href=”https://cbie.com.br/imprensa/petrobras-vai-avaliar-a-cada-15-dias-reajuste-do-diesel/”><strong> anunciou nesta terça-feira</strong></a> que os preços do óleo diesel em suas refinarias passarão a ser reajustados, para cima ou para baixo, em períodos não inferiores a 15 dias. Desde janeiro, com o fim dos subsídios do governo federal ao combustível, a estatal havia adotado o prazo de sete dias para os reajustes. A <strong><a href=”http://www.petrobras.com.br/pt/”>Petrobras</a> </strong>anunciou ainda que a <strong><a href=”http://www.br.com.br/”>BR Distribuidora</a></strong> vai lançar o “Cartão Caminhoneiro”, que permitirá a antecipação da compra de volumes maiores de diesel a um preço fixo. No ano, o combustível acumula alta de 15,56% nas refinarias.

A estatal garante que mantém a política de alinhar seus preços ao mercado internacional. Para isso, continuará fazendo uso de mecanismos de proteção (hedge), a fim de preservar a rentabilidade de suas operações de refino.

Especialistas receberam bem a decisão da Petrobras. David Zylbersztajn, ex-diretor da <a href=”http://www.anp.gov.br/”><strong>Agência Nacional do Petróleo (ANP)</strong></a>, ressalta que o “Cartão Caminhoneiro”, por travar o preço por um período mais longo, beneficia a categoria:

— O objetivo é permitir maior previsibilidade de preços para o mercado. A Petrobras pode ganhar e perder com essa mudança, pois vai depender de quanto ela fixou o preço para o período e como será a evolução do combustível no mercado internacional.

Edmar Almeida, do Instituto de Economia da <a href=”http://www.petrobras.com.br/pt/”><strong>UFRJ </strong></a>e especialista em petróleo e gás, lembra que a Petrobras tem pouca competição:

— Lá fora, os reajustes não são repassados imediatamente: olham os concorrentes primeiro. E é importante, ao mesmo tempo em que mantém a paridade com os preços internacionais, a Petrobras buscar uma política de preços mais aceitável para a sociedade.
<h6><strong>Alívio nas pressões</strong></h6>
Já <strong>Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE),</strong> considera que o prazo maior para reajuste não será bom nem para a Petrobras nem para o mercado:

— A empresa deveria ter liberdade para praticar sua política de preços. Apesar do mecanismo de hedge, haverá riscos, e nada garante que, passados 15 dias, a estatal poderá repassar integralmente a alta de preços do período.

Segundo um analista que não quis ser identificado, a medida é uma reação natural da estatal para evitar uma nova greve dos caminhoneiros:

— A mudança pode arrefecer o movimento grevista e pode ter sido um dos motivos para evitar uma nova parada na economia.

Essa também é a opinião do analista do banco <strong><a href=”https://www.ubs.com/br/pt.html”>UBS</a></strong>, Luiz Carvalho. Em relatório, ele afirmou que a medida “está ligada ao fluxo de notícias sobre a possibilidade de uma nova greve de caminhoneiros”. E disse que isso dá margem a questionamentos legais por importadores independentes.

O mercado acionário, porém, aprovou as medidas. As ações ordinárias (ON, com voto) da Petrobras avançaram 4,18%, e as preferenciais (PN, sem voto) subiram 4,72%. Pesaram ainda a valorização de 1,19% (US$ 68,01) do barril de petróleo tipo Brent e a expectativa de que o acordo da cessão onerosa, relativo à exploração no pré-sal, saia em breve.

— O cartão pré-pago faz com que o caminhoneiro não participe diretamente da volatilidade, aliviando possíveis pressões por parte da categoria — disse Raphael Figueredo, analista da <strong><a href=”https://elevenfinancial.com/”>Eleven Financial</a></strong>.

Apesar de rumores de uma nova greve de caminhoneiros, o <strong><a href=”http://www.gsi.gov.br/”>Gabinete de Segurança Institucional (GSI)</a></strong> da Presidência, que monitora a movimentação da categoria, não vê neste momento indícios de uma paralisação. O diagnóstico é que não se deve fazer alarde porque a categoria está mais desunida do que em 2018.

A estatal não deu detalhes sobre o “Cartão Caminhoneiro”: disse que os estudos serão concluídos em 90 dias. Em janeiro, em entrevista ao <a href=”https://glo.bo/2uwvm79″><strong>GLOBO</strong></a>, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, já havia antecipado essa ideia.

<em>(Colaboraram Jussara Soares e Gustavo Maia)</em>

<em><a href=”https://glo.bo/2uwvm79″>(Fonte: O Globo)</a></em>

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