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22 de jun, 2026

Neste episódio do POWER, Adriano Pires conversa com Luiz de Mendonça, CEO da Acelen, que opera a maior refinaria privada do País, e da Acelen Renováveis.

Desde que comprou a refinaria de Mataripe, na Bahia, a Acelen investiu mais de R$ 4 bilhões no ativo. A refinaria, a primeira do País, responde hoje por 45% da demanda do Nordeste e 80% da Bahia.

Segundo Mendonça, os ganhos são visíveis: a produção de diesel subiu 20%, a de jet fuel dobrou e o consumo de energia caiu 30%. O custo da operação também recuou. “Em dólar por barril processado na refinaria, caiu 40%,” diz.

Agora, a nova aposta da companhia controlada pelo Mubadala é produzir diesel renovável e SAF, o combustível sustentável de aviação, a partir da macaúba. Com início das operações previsto para 2029, a biorrefinaria estará ao lado de Mataripe. “Há alguma sinergia em termos da terra, do próprio licenciamento que já existe e, sobretudo, da logística do porto,” diz Mendonça.

A macaúba, também conhecida como coco-de-espinho, é uma palmeira nativa que pode ser cultivada em terras degradadas, sem competir com alimentos. “O fruto da macaúba é energia pura. 95% pode virar energia,” diz.

Hoje, o SAF ainda custa cerca de três vezes mais que o querosene fóssil. Mas Mendonça afirma que a integração com a macaúba pode mudar essa conta. “Quando estivermos completamente integrados com o óleo de macaúba, o custo será comparável.”

Para Mendonça, a disputa global pelo SAF será vencida por quem dominar a matéria-prima. “Vai ganhar esse jogo quem tiver o feedstock competitivo,” diz.

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