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9 de mar, 2026

Neste episódio do POWER, Adriano Pires conversa com Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura e professor emérito da FGV. Para ele, 2026 tende a ser um ano difícil para o agro brasileiro.

Rodrigues descreve o cenário como uma “tempestade perfeita”: custos elevados, preços mais baixos e margens comprimidas — agravados por riscos geopolíticos. “Só vai ter resultado positivo quem tiver produtividade bem acima da média,” diz.

Para o médio prazo, no entanto, a visão é mais otimista: a integração entre agro e energia pode transformar o País em protagonista na transição energética. Ele acredita que a transição energética será híbrida: “O petróleo vai se associar ao biocombustível — cedo ou tarde.”

A pandemia e as guerras recentes colocaram dois temas no centro da política global: segurança alimentar e segurança energética. “Um país sem comida derruba o governo,” diz Rodrigues. Pires completa: “Um país sem energia derruba também.”

Para o ex-ministro, a agricultura tropical — dominada tecnologicamente pelo Brasil e replicável em partes da África e da Ásia — pode ajudar a enfrentar alguns dos dilemas centrais do século, como fome e pobreza.

Rodrigues lembra a dimensão da transformação brasileira: segundo ele, há cinquenta anos, o País importava em torno de 30% da comida que consumia; hoje exporta alimentos para cerca de 200 países.