Modernidade Sim. Oportunismo Não.

O mundo tem assistido uma serie de convulsões sociais. Na França, na Espanha, no Equador e mais recentemente no Chile e na Bolívia. As três razões principais que nos parecem explicar essas manifestações são as oportunidades limitadas de emprego para quem chega ao mercado, as desigualdades crescentes com grandes concentrações de renda e os chamados serviços públicos caros e de baixa qualidade. O interessante é que o estopim das convulsões sociais na França, no Equador, no Chile e mesmo, lembram, no Brasil em 2013, foram tarifas e preços de produtos essenciais para a população. Na França o preço do diesel, no Equador a Gasolina, no Chile as tarifas do metro e no Brasil foram as passagens de ônibus.

O Dia D

O dia 6 de novembro vai marcar a coroação do pré-sal brasileiro. Nesse dia irá se realizar o chamado mega leilão do petróleo. Os números são gigantes e mostram todo o potencial do chamado excedente da cessão onerosa, tanto de arrecadação através do bônus de assinatura, dos royalties e excedente de óleo, quanto em relação aos investimentos que irão ocorrer nos próximos anos.

Competição e Subsídios

A competição por fontes de energia não tem sido necessariamente benéfica para o consumidor cativo. Embora se busque a modicidade tarifária como princípio, o fato de se vender energia incentivada para consumidores livres, acaba onerando excessivamente o consumidor cativo que paga por esse subsídio. Dessa forma os consumidores livres se beneficiam de preços menores do que preços em situação de competição equânime entre fontes sem subsídios.

O Gás Natural está na Moda

O gás natural será a energia da transição energética. O gás natural terá seu preço decrescente em função do grande crescimento da oferta. O gás natural será o último fóssil a ter posição preponderante na matriz energética. O shale gas transformou os Estados Unidos no maior produtor de gás natural. A Argentina poderá voltar a ser uma grande produtora de gás natural com a descoberta do campo de Vaca Muerta. Com o gás natural do pré sal o Brasil deixará de ser importador nos próximo 7 anos.