Populismo nunca dá certo

O governo precisa, entender que as concessões ligadas a serviço de infraestrutura são públicas, e não políticas. Nossas autoridades tanto federais como estaduais parecem não ter esse entendimento, principalmente, em períodos eleitorais e de crise. Com isso, os melhores investidores privados são afastados desses setores e se perpetuam no país serviços de infraestrutura de baixa qualidade, comprometendo a competitividade dos produtos brasileiros e penalizando toda a sociedade. E os tão sonhados e desejados investimentos em infraestrutura nunca chegam no montante que o país precisa.

Tempos bicudos e tristes

No Brasil e no mundo parece estarmos vivendo o cenário do apocalipse de um filme de ficção de Hollywood ou então uma terceira guerra mundial. Países fechando as fronteiras, as bolsas quebrando, o barril do petróleo abaixo dos 30 dólares, falta de mercadoria nas prateleiras dos supermercados, a saúde colapsando e policiais nas ruas impedindo aglomerações. As projeções de crescimento econômico mundial na ordem de 1,5% e o preço do barril em torno de 35 dólares na média para 2020 e 21. É bom lembrar que no início de 2020 o Brent no mercado futuro era precificado a 66 dólares. O custo global da crise pode chegar a mais de 3 trilhões de dólares. Ou seja, estamos perdendo o ano de 2020. No caso da América Latina a combinação da queda dos preços do petróleo, colapso da moeda e coronavírus vai manter o crescimento abaixo dos 2% em 2020.

Os free riders e o livre acesso

As indústrias de rede são caracterizadas pela organização vertical, ou seja, os elos da cadeia são dependentes entre si. Por isso, comumente, consistem em um conjunto de indústrias condicionadas a implantação de malhas para o transporte ou distribuição ao consumidor de determinado produto. Essas indústrias são intensivas em capital e resultam em significativos sunk costs ( custos perdidos). Além disso, proporcionam economias de escala significativas, geram externalidades de consumo e, por vezes, tornam-se a única opção do consumidor.

Competitividade sim, reserva de mercado não

Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei (PL) n° 7.401 de 2017, que estabelece novos percentuais de Conteúdo Local fixos até 2040. Ao contrário dos avanços regulatórios que o governo Temer e Bolsonaro introduziram no setor de óleo e gás nos últimos anos, esse PL representa um grande retrocesso, com índices acima da capacidade de fornecimento da indústria nacional.