A todo gás

Quebra do monopólio da Petrobras e mudanças regulatórias abrem caminho para investimentos privados no mercado de gás. Setor pode deslanchar no Brasil.

Quanto o Brasil Importa de Combustíveis?

Em 2018, o mercado brasileiro consumiu quase 80 bilhões de litros de diesel e gasolina, descontando as parcelas de biodiesel e etanol anidro utilizadas para mistura. Desse total, quase 15 bilhões de litros foram importados, cerca de 19%, conforme apresentado no Gráfico 1.

O que mudou e falta mudar no gás

O governo tem falado de várias iniciativas que tomará, mas ainda são intenções. A liberação de dinheiro do FGTS tem fôlego curto. A reforma tributária ainda não foi explicada. As privatizações não aconteceram. Mas a tentativa de mudar o mercado de gás teve algum avanço. O acordo do Cade com a Petrobras para acabar com o monopólio da empresa no setor foi um passo na direção correta. Há muitos obstáculos a superar para viabilizar o gás do pré-sal a preços competitivos. O maior deles será construir a infraestrutura de transporte, o que deve consumir bilhões de dólares em investimentos e alguns anos em obras. Outro problema será lidar com as concessões estaduais de distribuição, que não poderão ser revistas de uma hora para outra e vão exigir muita negociação para evitar que o tema seja judicializado.

Baixa da gasolina no DF deve durar só até terça, quando haverá mudança no ICMS

Brasilienses que foram aos postos de gasolina nesta sexta-feira (12/7) conseguiram encontrar o litro da gasolina a menos de R$ 4. Após o anúncio de redução do valor do combustível nas refinarias para R$ 0,0778, na última semana, as revendedoras resolveram fazer promoção. No entanto, é bom se apressar, pois o litro mais em conta deve se manter somente até terça-feira, quando o Confaz deve elevar a base de cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Levantamento feito pelo Correio em 27 postos mostra onde encontrar a gasolina mais barata no DF neste fim de semana.

Como funciona o Mercado Global de GNL?

O gás natural liquefeito (GNL) é a forma mais eficiente de se transportar o gás natural através de longas distâncias, como através de oceanos, por reduzir em 600 vezes o volume do energético. Para o gás natural ser exportado como GNL, existe uma frota global de navios-tanque modernos conhecidos como navios-metaneiros, conforme observado na Figura 1. Nos últimos vinte anos sua popularidade explodiu, com o mercado de GNL se transformando em uma grande oportunidade comercial globalizada.

A concorrência no gás natural

A Petrobras e o Cade deram ontem um passo histórico para viabilizar mais competição no mercado de gás natural e, consequentemente, queda dos preços dessa fonte energética. A empresa se comprometeu a vender sua participação em gasodutos, distribuidoras, arrendar terminais e dar acesso a outras empresas aos dutos de escoamento e unidades de processamento. Capitalismo sem competição o Brasil sabe fazer, com seus monopólios, oligopólios e cartéis. O desafio é permitir que a competição aconteça.

Venda das refinarias da Petrobras reacende debate sobre privatização

A alienação de empresas estatais para a iniciativa privada nunca é uma unanimidade e sempre gera polêmica. O que dizer então quando esse assunto diz respeito a uma das principais companhias brasileiras, a Petrobras? O governo federal já anunciou que pretende se desfazer de oito das 13 refinarias do grupo, o que corresponde a aproximadamente metade da capacidade de refino da empresa no País. As unidades envolvidas são a Alberto Pasqualini (Refap, no Rio Grande do Sul) Abreu e Lima (Rnest, em Pernambuco), Landulpho Alves (Rlam, na Bahia), Gabriel Passos (Regap, em Minas Gerais), Presidente Getulio Vargas (Repar, no Paraná), Isaac Sabbá (Reman, no Amazonas), a Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor, no Ceará) e a Unidade de Industrialização do Xisto (SIX, no Paraná).

Mercado brasileiro de combustíveis começa a discutir novos desafios

À luz de um novo modelo brasileiro de cadeia de suprimento de combustíveis, as principais autoridades locais e associações de distribuição organizadas no Rio de Janeiro participam hoje de um fórum para discutir os desafios regulatórios do setor de combustíveis, com foco no futuro do modelo de abastecimento de combustível. e os possíveis caminhos de transição que poderiam promover eficiência e segurança jurídica, bem como atrair investimentos.

Qual o Combustível usado por Navios?

Atualmente, o combustível utilizado pela maior parte (95%) dos navios comerciais do mundo é formado por derivados do petróleo chamado de óleo combustível, ou bunker oil. É uma mistura de óleo diesel com óleos residuais pesados da destilação do petróleo bruto, que emite óxidos de enxofre como subproduto da sua combustão no motor. Além de combustíveis para navios, o óleo combustível também é usado em boilers industriais e caldeiras de usinas térmicas para geração de energia elétrica.