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No informe de hoje, 19 de junho, divulgamos os dados diários e semanais do CBIE sobre defasagem da gasolina, diesel e GLP.

Leia aqui o relatório completo, incluindo versão em inglês.

Cenário Internacional – No período de análise, os contratos futuros do petróleo e seus derivados acumularam expressiva queda. O principal fator de influência sobre as cotações, no recorte, foram as expectativas de um acordo de paz provisório entre os Estados Unidos (EUA) e o Irã e da consequente reabertura do Estreito de Ormuz. No primeiro dia da análise, apesar do avanço das negociações, o Irã informou que seus líderes ainda precisam tomar uma decisão final sobre a proposta, mantendo as incertezas quanto à concretização do acordo. Já no início da semana (15/06), houve o anúncio de um acordo para o fim do conflito, com o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmando já ter assinado o acordo de cessar-fogo com o Irã, mas destacando que os termos do pacto só seriam detalhados após a cerimônia formal de assinatura, prevista para ocorrer em Genebra, nessa sexta-feira. Nos termos do acordo estavam a retomada da navegação pelo Estreito de Ormuz e a abertura de um período de 60 dias de negociações sobre o futuro do programa nuclear iraniano. No entanto, afirmou-se que caso um acordo sobre a questão nuclear não for alcançado, os EUA poderiam reiniciar os ataques militares.

Dados da Kpler indicaram que quase 600 embarcações estavam presas no Golfo Pérsico aguardando a partida pelo Estreito de Ormuz, enquanto outras centenas estavam esperando do outro lado, evidenciando a expectativa pela normalização logística da região.

Na última terça-feira, a redução no preço do barril de petróleo se intensificou, quando o Wall Street Journal noticiou que o acordo de paz permitiria a venda imediata de petróleo pelo Irã. Nesse cenário, a Kpler estimou que cerca de 68 milhões de barris de petróleo iraniano estariam retidos no Golfo. Além disso, o Goldman Sachs reduziu sua previsão de preço para o petróleo Brent para US$ 80 o barril no quarto trimestre deste ano, ante os US$ 90 previstos anteriormente, e afirmou esperar que as exportações de petróleo do Golfo Pérsico retornassem aos níveis pré-guerra até o final de julho, um mês antes do previsto.

No dia seguinte, o movimento de queda foi revertido em razão da divulgação, pela Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), de que os estoques semanais de petróleo recuaram mais do que o esperado, atingindo o menor nível dos últimos 7,5 meses, e de que o fornecimento de petróleo em Cushing, ponto de entrega dos futuros do WTI, caíram ao menor patamar em 11 anos. O mercado também foi favorecido por compras técnicas, após a forte desvalorização recente ter levado as cotações para uma condição de sobrevenda. Adicionalmente, durante a cúpula do G7, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o memorando de entendimento com o Irã ainda não é definitivo e reiterou que poderá retomar ações militares caso considere insatisfatórios os termos do acordo. Trump acrescentou que o entendimento não prevê alívio imediato das sanções a Teerã, contrariando informações divulgadas nos dias anteriores e contribuindo para a manutenção do prêmio de risco geopolítico nos preços do petróleo.

Por fim, no último dia da análise, as cotações refletiam a assinatura, na noite de quarta-feira, de um acordo preliminar pelo presidente norte-americano, Donald Trump, para encerrar o conflito entre os EUA e o Irã. O entendimento resultou na reabertura do Estreito de Ormuz e permitiu a retomada das exportações de milhões de barris de petróleo, aumentando a oferta global. A expectativa é de que a retomada do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz leve à liberação de mais de 100 navios carregados com petróleo de países do Oriente Médio, com exceção do Irã, que estão retidos no Golfo Pérsico, liberando efetivamente os estoques no mercado. A IEA alertou que o impacto do conflito entre EUA e Irã na demanda global de petróleo poderá ser mais profundo do que o previsto anteriormente, afirmando que o consumo mundial de petróleo cairá em 1,1 milhão de barris por dia (b/d) este ano, ante uma estimativa anterior de queda de 420 mil b/d. Além dos desenvolvimentos citados, a alta do índice do dólar, que atingiu a máxima em 13 meses, exerceu pressão adicional sobre as cotações do petróleo na data de referência.

Petróleo Brent: Entre 12 e 18 de junho, os contratos futuros do petróleo tipo Brent registraram queda de 8,57%, iniciando o período em US$ 87,33/b e fechando em US$ 79,85/b.

Cenário Nacional: A Petrobras não realizou ajustes nos preços dos produtos vendidos em suas refinarias no período de análise.

Taxa de Câmbio: Entre 12 e 18 de junho, a taxa de câmbio do real em relação ao dólar registrou alta de 1,55%, iniciando o período em R$ 5,08/US$ e fechando em R$ 5,16/US$.