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De acordo com a atualização mais recente, em 12 de setembro, o preço médio do diesel na refinaria nacional ficou em R$ 0,19/litro (ou 3,8%) acima do preço no Golfo do México (EUA). O resultado deve-se à leve redução de 0,9% no preço internacional do diesel e de 1% da taxa de câmbio (R$/US$), com relação à semana anterior (5/9). Durante o período de referência, não houve reajustes no preço do diesel nas refinarias nacionais.

Veja o histórico dos últimos 2 anos no gráfico abaixo:

Na média semanal (de 6 a 12 de setembro), o preço do diesel na refinaria nacional ficou R$ 0,21/litro (ou 4,35%) acima do preço no Golfo do México (EUA).

O preço da gasolina doméstica ficou R$ 0,14/litro (ou -4%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA), em 12 de setembro. O resultado teve influência do leve crescimento de 0,8% do preço internacional da gasolina, com relação à última semana, e da variação da taxa de câmbio, citada acima. Durante o período de referência, não houve reajustes no preço da gasolina nas refinarias nacionais.

Acompanhe a variação nos últimos 2 anos:

Na média semanal (de 6 a 12 de setembro), o preço da gasolina na refinaria nacional ficou próxima à paridade internacional, ficando R$ 0,09/litro (ou -2,7%) abaixo do preço no Golfo do México.

No período de análise, os contratos futuros do barril de petróleo foram pressionados, tanto negativa quanto positivamente, por questões do lado da demanda, somadas às projeções e aos resultados do setor financeiro. No segundo dia da semana de referência, a cotação da commodity ficou abaixo de US$ 85 por barril (b) pela primeira vez desde janeiro após a U.S. Energy Information Administration (EIA), órgão responsável pelo acompanhamento dos mercados de energia nos Estados Unidos (EUA), divulgar em seu relatório mensal projeções indicando fraca demanda e ganhos nos estoques nacionais de petróleo, sinalizando ao mercado uma desaceleração da atividade econômica norte-americana.

As negociações de petróleo, também, tiveram forte influência das expectativas acerca da demanda da China no curto prazo. A cidade de Chengdu, município com 21 milhões de habitantes na província de Sichuan, prorrogou as medidas restritivas do programa Covid-zero impostas em 1º de setembro. Além de Chengdu, outras cidades com menor população vem impondo medidas similares, sob pressão do governo federal. Ao final do recorte, os discursos das autoridades locais indicavam possível afrouxamento das políticas de Covid-zero, porém traders continuam temerosos com a possibilidade de uma repetição da experiência de Xangai, quando a megacidade ficou dois meses sob restrições, impactando diretamente a atividade econômica nacional.

Nos EUA, além do relatório semanal da EIA, a oscilação do dólar e as projeções de inflação contribuíram para a maior volatilidade do energético. O desempenho econômico norte-americano é usado como referência e tem impacto direto na expectativa sobre a demanda dos meses seguintes. Nos últimos dois dias do recorte analisado, rumores de greve do sindicato de trabalhadores do segmento ferroviário sustentaram crescimento dos preços do barril e de derivados. Caso a interrupção se concretize, os obstáculos logísticos poderiam resultar na redução da atividade de refinarias, pressionando as projeções de oferta.

Ao longo da semana, outros eventos de menor relevância também influenciaram positivamente a cotação da commodity. A Agência Internacional de Energia Atômica afirmou que “o gap de informações acerca das atividades nucleares do Irã é cada vez maior”, reduzindo as expectativas sobre o retorno do Acordo Nuclear Iraniano. Além disso, os resquícios da tempestade Hinnamnor, no Mar do Japão, interromperam por dois dias as exportações de petróleo do principal terminal russo do Oceano Pacífico, reduzindo brevemente as entregas do país. A situação foi normalizada rapidamente e seus efeitos indexados à precificação do energético.