Como funciona o escoamento de gás do pré-sal?

Por CBIE

O gás produzido no pré-sal é tratado e comprimido em FPSOs e, posteriormente, transferido através dos riser de exportação das FPSOs para gasodutos submarinos, que se conectam a uma das linhas troncais de gás.

A Infraestrutura atual da Petrobras para o escoamento e processamento de gás natural do pré-sal até as UPGNs terrestres conta com um sistema composto por três gasodutos. Atualmente, dois deles já estão em operação, permitindo o escoamento de 26 milhões de m³/d, e um terceiro está em construção. Com diâmetros nominais variando de 18 a 24 polegadas e comprimento total de mais de 1.000 km, esses gasodutos são denominados Rotas 1, 2 e 3. No futuro, a integração das três Rotas permitirá a conexão de mais de 20 FPSOs e uma capacidade de escoamento de 44 milhões m³/d dedicada ao pré-sal da Bacia de Santos.

Rota 1:
Com 359 km de extensão, sistema Rota 1 encontra-se em operação desde 2011 e é composto por dois trechos de 18 e de 34 polegadas de diâmetro: ​

– Trecho Lula-Plataforma de Mexilhão: possui capacidade de 10 milhões m³/d e escoa a produção dos campos de Lula e Sapinhoá através da ligação do FPSO de Lula à plataforma fixa PMXL-1, no campo de Mexilhão​

– Trecho Mexilhão-UTGCA (Estação de Tratamento de Gás de Caraguatatuba), SP: com capacidade de 20 milhões de m³/d, liga a plataforma fixa PMXL-1 à UTGCA, que teve a sua capacidade de processamento ampliada, em 2014, para receber os 10 MMm³/d de gás produzidos no pré-sal. ​Este trecho movimenta também 10 MMm³/d provenientes do gasoduto do FPSO Cidade de Santos, do projeto Uruguá/Tambáu, existente antes do desenvolvimento do pré-sal.

Rota 2:
Em operação desde fevereiro de 2016, o Rota 2, com 401 km de extensão, é o gasoduto submarinho de maior extensão em operação no Brasil. Ele é capaz de escoar diariamente até 16 milhões m³ de gás natural e interliga os sistemas de produção do pré-sal da Bacia de Santos com o Terminal de Tratamento de Gás de Cabiúnas (TECAB), em Macaé, no Rio de Janeiro.

O TECAP teve sua capacidade de processamento ampliada para 28,4 milhões de metros cúbicos por dia, de forma a receber o gás proveniente do pré-sal tanto da Bacia de Santos como da Bacia de Campos. ​

No futuro o Rota 2 se interligará ao Rota 1. ​ Com a operação, a capacidade total instalada de escoamento de gás natural do pré-sal da Bacia de Santos chegará à 26

milhões de metros cúbicos diários. Atualmente, além da Petrobras, as duas rotas atendem ainda a Shell, a Galp e a Repsol, ligando seus campos no pré-sal da Bacia de Santos à costa. ​ No final de setembro de 2020, a Petrobras anunciou um acordo de compartilhamento de suas infraestruturas de escoamento e processamento de gás natural junto as três empresas. Além das rotas 1 e 2, os contratos preveem também a interligação física e compartilhamento das capacidades de escoamento da rota 3, ainda em construção.

Rota 3:
A construção do sistema Rota 3 teve início em outubro de 2016. Inicialmente prevista para 2019, o início da sua operação agora está estimado para 2021. O sistema possui 355 km de extensão, sendo 48 km no trecho terrestre e 307 km no trecho marítimo, com profundidades entre 58 m e 2.190 m.​

O gasoduto escoará 18 MM m³/d de gás natural do campo de Búzios e de outros campos da cessão onerosa do pré-sal da Bacia de Santos até o Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (COMPERJ), em Itaboraí. ​

O projeto integrado do Rota 3 prevê ainda a implantação de: ​

– Uma UPGN no COMPERJ com capacidade de processar até 21 milhões de m³ por dia, ainda em construção;

– Uma Unidade de Tratamento Complementar de Gás no Terminal de Cabiúnas (TECAB), Macaé, que permitirá receber e tratar no TECAB até 3,0 MM m³/dia adicionais de gás do pré-sal da Bacia de Santos.

(Fonte: CBIE)

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Tags: Bacia de Santos, CBIE, CBIE informação, pré-sal

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