Defasagem entre os preços dos combustíveis permanece diminuindo

Por CBIE

De acordo com a atualização mais recente, em 1º de março de 2021, o preço médio do diesel na refinaria nacional ficou R$ 0,35/litro abaixo (ou -12,0%) do preço no Golfo do México (EUA). O resultado deve-se à redução de 2,3% no preço internacional do diesel, com relação ao preço da semana anterior (22/2), combinado ao aumento de 1,4% na taxa de câmbio (R$/US$). A Petrobras anunciou um aumento de 5% no preço de refinaria do diesel, a partir de 2 de março, mas o impacto desse ajuste só será analisado na próxima semana.

Veja o histórico dos últimos 12 meses no gráfico abaixo:

cbie-preço gasolina
Na média semanal (de 22 de fevereiro a 1º de março), o preço do óleo diesel na refinaria nacional ficou R$ 0,30/litro abaixo (ou -10,5%) do preço no Golfo do México (EUA).

 

O preço da gasolina doméstica ficou R$ 0,37/litro abaixo (ou -12,4%) do preço no Golfo do México (EUA), em 1º de março. O resultado teve influência do aumento de 4,9% no preço internacional da gasolina, com relação à semana anterior, e da variação da taxa de câmbio, citada acima. A gasolina, também, teve o seu preço de refinaria ajustado, com um aumento de 4,8%, a partir de 2 de março.

Acompanhe a variação nos últimos 12 meses:

Preço diesel-CBIE
Na média semanal (de 22 de fevereiro a 1º de março), o preço da gasolina na refinaria nacional ficou R$ 0,27/litro abaixo (-9,5%) do preço do Golfo do México (EUA).

 

Na semana em análise, o preço do barril de petróleo tipo Brent permaneceu influenciado pela pandemia de coronavírus (Covid-19) e seus desdobramentos. O avanço da imunização contra o vírus e a liberação de mais vacinas impulsionam a expectativa de recuperação da demanda pela commodity.

A Energy Information Administration (EIA) e o American Petroleum Institute (API) informaram que os estoques de petróleo dos EUA aumentaram na semana encerrada em 19 de fevereiro, contrariando as expectativas de queda dos agentes do mercado.

Os preços fecharam a semana em análise pressionados pelos temores de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) decida reduzir os cortes de produção acordados no ano passado. A Opep+ tem uma capacidade ociosa de produção de cerca de 8 milhões de barris diários. Alguns dos investidores temem uma produção extra de 500 mil barris por dia e, também, que a Arábia Saudita anuncie um fim do seu corte unilateral de mais um milhão de barris diários.

Tags: CBIE, Combustíveis, Defasagem, Diesel, Economia, Gasolina, Petróleo, Preço

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