Permanece crescendo a defasagem negativa entre os preços dos combustíveis nas refinarias

Por CBIE

De acordo com a atualização mais recente, em 2 de maio, o preço médio do diesel na refinaria nacional ficou em R$ 1,68/litro (ou -27,1%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA). O resultado deve-se ao aumento de 10,5% no preço internacional do diesel, e de 3% da taxa de câmbio (R$/US$) com relação à semana anterior (25/4). No período em análise, não houve reajustes no preço do diesel nas refinarias nacionais.

Veja o histórico dos últimos 2 anos no gráfico abaixo:

Na média semanal (de 25 de abril a 2 de maio), o preço do diesel na refinaria nacional ficou R$ 1,86/litro (ou -28,7%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA).

O preço da gasolina doméstica ficou R$ 0,86/litro (ou -18,2%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA), em 2 de maio. O resultado teve influência do crescimento de 7,2% no preço internacional da gasolina, com relação à última semana, e da taxa de câmbio, citada acima. Tal como para o diesel, não houve reajustes no preço da gasolina nas refinarias nacionais.

Acompanhe a variação nos últimos 2 anos:

Na média semanal (de 25 de abril a 2 de maio), o preço da gasolina na refinaria nacional ficou R$ 0,72/litro (ou -15,6%) abaixo do preço do Golfo do México.

Na semana de análise, o preço do barril de petróleo seguiu sob forte influência do crescimento de casos de infecção por coronavírus (Covid-19) na China, e da intensificação de conversas acerca de sanções econômicas contra a importação de petróleo russo, por parte da União Europeia. Pressões contrárias em ambos os fatores de mercado, oferta e demanda, mantiveram alta a volatilidade da commodity no período.

No início do período de referência, a Rússia interrompeu o fornecimento de gás à Polonia e à Bulgária. A ação foi resultado de retaliação à recusa dos países em realizar os pagamentos de contratos de energéticos em rublos, condição imposta pelo exportador para mitigar os efeitos das sanções econômicas. Em resposta à medida, a União Europeia intensificou as conversas sobre a imposição de restrições mais rigorosas ao petróleo russo, agora com apoio de membros que antes se mostravam reticentes, como a Alemanha.

Durante a semana, a expansão de medidas restritivas à Pequim, devido ao crescimento abrupto de casos na cidade, foi fonte de insegurança quanto à demanda por energéticos do país. Apesar do número de infecções registradas ainda estar em nível consideravelmente inferior à Xangai, o governo chinês já suspendeu parte da infraestrutura de transporte público, como ônibus e metrô, e restringiu a movimentação de moradores em determinados distritos da cidade. A política de “Covid-Zero”, praticada no país, vem sendo alvo de críticas por especialistas internacionais, sobretudo, devido ao potencial impacto no desempenho econômico da China, a partir do segundo trimestre de 2022, cujas projeções já apontam redução acentuada.

Apesar da cotação da commodity vir apresentando fortes oscilações diárias, desde o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, há pouco mais de 2 meses, na avaliação mensal, o energético apresenta a maior sequência de ganhos desde o início de 2018, com 5 meses consecutivos de desempenho positivo. Em razão do desempenho do ativo, os maiores ganhadores são as grandes companhias de óleo, que destinam a renda extraordinária para seus programas de recompra de ações e se posicionam para novas rodadas de investimentos, como a ExxonMobil e Chevron.

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