Reduz a defasagem negativa entre o preço da gasolina na refinaria nacional e a referência internacional

Por CBIE

De acordo com a atualização mais recente, em 26 de abril, o preço médio do diesel na refinaria nacional ficou R$ 0,09/ litro (ou -3,0%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA). O resultado deve-se a leve variação de 0,3% no preço internacional do diesel, com relação ao preço da semana anterior (19/04), somado a redução de 2,1% na taxa de câmbio (R$/US$). Não houve ajuste no preço do diesel na refinaria nacional na semana em análise.

Veja o histórico dos últimos 12 meses no gráfico abaixo:

Na média semanal (19 a 26 de abril), o preço do diesel na refinaria nacional ficou R$ 0,09/litro (ou -3,2%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA).

O preço da gasolina doméstica ficou R$ 0,34/litro (ou -11,4%) abaixo do preço no Golfo do México (EUA), em 26 de abril. O resultado teve influência da redução de 1,3% no preço internacional da gasolina, com relação à semana anterior, e da variação da taxa de câmbio, citada acima. O preço da gasolina na refinaria nacional, também, não foi ajustado pela Petrobras na semana em análise.

Acompanhe a variação nos últimos 12 meses:

Na média semanal (19 a 26 de abril), o preço da gasolina na refinaria nacional ficou R$ 0,28/litro (ou -12,5%) abaixo do preço do Golfo do México.

Na semana em análise, o preço do barril de petróleo tipo Brent permaneceu sob influência da pandemia do coronavírus (Covid-19) e seus desdobramentos. A preocupação com a demanda global pela commodity se manteve, diante dos diferentes estágios da companha de imunização e precauções adotadas a nível mundial. A vacinação norte-americana vem avançando, mas na Europa, ainda, está em atraso. Além disso, há a possibilidade de uma perda potencial de demanda pelo aumento de casos de infecções na Índia e no Japão. A Índia registrou mais de um terço de todos os novos casos globais de Covid-19 a cada dia, uma média de mais de 260 mil por dia na última semana, além do elevado número óbitos registrados.

Além disso, os contratos futuros foram influenciados pelos dados de estoques semanais de petróleo nos EUA. Segundo o Departamento de Energia (DoE), os estoques da commodity do país aumentaram em 600 mil barris na semana encerrada em 16 de abril, interrompendo sequência de três semanas seguidas de queda nos estoques. Já os dados reportados pelo American Petroleum Institute (API) revelaram um aumento de 436 mil barris de petróleo no volume estocado dos EUA.

Em 26 de abril, a Opep+ realizou uma reunião técnica para revisar os dados do mercado de petróleo, antes da grande reunião do grupo que aconteceria no dia 28 de abril, mas foi adiada para o final de maio. Na reunião em questão, foi confirmada a decisão anterior de flexibilizar os cortes de produção, apesar da catástrofe da Covid na Índia, o terceiro maior importador mundial de petróleo. Pelo acordo, o grupo realizará aumentos progressivos das cotas de produção nos próximos três meses (em maio, junho e julho de 2021). O secretário da Opep, Mohammad Barkindo, destacou uma perspectiva de melhoria do mercado, mas também enfatizou que há muitos fatores que exigem monitoramento e vigilância contínuos.

Por fim, também, houve a influência da expectativa sobre o resultado das negociações nucleares iranianas e o retorno potencial da produção de petróleo do país ao mercado.

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