Mesmo após reajuste, preço do diesel manteria defasagem internacional

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<em><a href=”http://bit.ly/2VybvUp”>Por O Estado de S.Paulo e Folhapress </a></em>

<a href=”https://cbie.com.br/imprensa/mesmo-apos-reajuste-preco-do-diesel-manteria-defasagem-internacional/attachment/mkt_2019_imagem_destacada_cbie_na_midia_gazeta_do_povo_24_04/” rel=”attachment wp-att-2554″><img class=”size-large wp-image-2554″ src=”https://cbie.com.br/wp-content/uploads/2019/04/MKT_2019_imagem_destacada_cbie_na_midia_gazeta_do_povo_24_04-1024×433.jpg” alt=”Mesmo após reajuste, preço do diesel manteria defasagem internacional” width=”668″ height=”282″ /></a> Mesmo após reajuste, preço do diesel manteria defasagem internacional (Foto: Reprodução)

CURITIBA – O <a href=”https://www.gazetadopovo.com.br/republica/aumento-preco-diesel/”>reajuste de 4,8% no preço do diesel</a> anunciado pela Petrobras na quarta (17) não foi suficiente para eliminar a defasagem em relação às cotações internacionais, apontam especialistas no setor. O preço da gasolina, que não é alterado desde o dia 5 de abril, também é inferior ao praticado no mercado global.

Segundo a Abicom, associação que reúne as importadoras de combustíveis, a defasagem no preço do diesel era de R$ 0,06 por litro na quinta (18). Na quarta, antes do reajuste, era de R$ 0,16 – o reajuste foi de R$ 0,10 por litro.

A conta considera o conceito de paridade de importação, que inclui o preço do produto mais os custos para trazê-lo ao país, usado pela estatal em sua política de preços. <strong>Segundo CBIE,</strong> este indicador teve alta R$ 0,13 por litro no período em que a estatal segurou o preço do diesel.

“Apesar da Petrobras continuar afirmando que segue a política de paridade internacional, o aumento informado é incapaz de cobrir a variação da paridade no período”, diz <strong>relatório de acompanhamento de preços elaborado pela consultoria.</strong>

O reajuste ocorreu seis dias depois de <a href=”https://www.gazetadopovo.com.br/republica/bolsonaro-petrobras-recuo-aumento-diesel-greve-caminhoneiros/”>recuo da Petrobras em reajuste de 5,7%</a> anunciado no preço do diesel, decisão tomada após telefonema do presidente Jair Bolsonaro para o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco.

O objetivo do governo era evitar <a href=”https://www.gazetadopovo.com.br/tudo-sobre/greve-dos-caminhoneiros”>uma greve de caminhoneiros</a>. Após o reajuste anunciado na quarta<a href=”https://www.gazetadopovo.com.br/republica/apos-reajuste-do-diesel-parte-dos-caminhoneiros-ameaca-fazer-greve-nos-proximos-10-dias/”>, os motoristas voltaram a fazer ameaças de paralisação</a>.

Vendo sinais de intervenção política, o mercado derrubou as ações da estatal no dia seguinte, levando a empresa a perder R$ 32 bilhões em valor de mercado. Nesta quinta (18), as ações preferenciais da Petrobras subiram 3,18%.

“A decisão reforça a independência da gestão da Petrobras e soma-se com diversas medidas e iniciativas definidas pela empresa em conjunto com o governo para evitar nova greve dos caminhoneiros”, escreveu Thiago Salomão, da Rico Investimentos.

Para analistas do UBS, o aumento é positivo, mas é preciso esperar o próximo reajuste para confirmar se a Petrobras terá autonomia de fato para definir os preços de acordo com o mercado internacional. Ao contrário da Abicom e do <strong>CBIE</strong>, o banco avalia que o diesel vendido pela Petrobras está 11,4% acima da paridade de importação.

Em entrevista na quarta, o presidente da Petrobras disse que o recuo foi decisão interna e que Bolsonaro lhe garantiu independência. Ele afirmou que “por enquanto” não há planos para mexer na política de preços. Instituída em outubro de 2016, ela teve duas reavaliações: em 2017, a empresa autorizou reajustes diários e, após a paralisação dos caminhoneiros, estendeu o prazo.

No caso do diesel, os reajustes respeitam um prazo de 15 dias desde 26 de março. Após a alta desta quinta, o preço nas refinarias da Petrobras foi a R$ 2,2470, o maior nível desde outubro de 2017, quando o combustível era subsidiado por programa federal. Para esta sexta (19), a estatal decidiu manter inalterados os preços do diesel e da gasolina.

Sem reajustes nos últimos 15 dias, o preço da gasolina nas refinarias da estatal está R$ 0,07 por litro, abaixo das cotações internacionais, segundo a Abicom. <strong>O CBIE fala entre R$ 0,02 e R$ 0,13, dependendo do ponto de entrega.</strong>

<em>(Fonte:</em> <a href=”http://bit.ly/2v5IekL”>Estadão</a>/<a href=”http://bit.ly/2VybvUp”>Gazeta do Povo</a><em>)</em>

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