Venda de refinarias será decisiva para futuro da Transpetro

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<em><a href=”http://bit.ly/2Id6OIg”>Por André Ramalho, para o Valor Econômico</a></em>

<a href=”https://cbie.com.br/imprensa/venda-de-refinarias-sera-decisiva-para-futuro-da-transpetro/attachment/mkt_2019_imagem_destacada_cbie_na_midia_valor_economico_04_04/” rel=”attachment wp-att-2324″><img class=”size-full wp-image-2324″ src=”https://cbie.com.br/wp-content/uploads/2019/04/MKT_2019_imagem_destacada_cbie_na_midia_valor_economico_04_04.jpg” alt=”Venda de refinarias será decisiva para futuro da Transpetro” width=”1170″ height=”495″ /></a> Empresa enxerga chances para fornecer serviços para petroleiras (Foto: Divulgação/Petrobras)

RIO – Em meio às discussões internas da <strong><a href=”http://www.petrobras.com.br/pt/”>Petrobras</a> </strong>sobre o seu novo pacote de venda de ativos, os próximos meses prometem ser decisivos para a <strong><a href=”http://www.transpetro.com.br/pt_br/home.html”>Transpetro</a></strong>, braço de logística da estatal. Com um <strong><a href=”https://g1.globo.com/economia/noticia/2018/12/05/petrobras-preve-investimentos-de-us-841-bilhoes-entre-2019-e-2023.ghtml”>plano de investimentos de R$ 4,1 bilhões para 2019-2023</a></strong>, a subsidiária tenta se reposicionar como prestadora de serviços para terceiros. As operações futuras – e o próprio tamanho – da companhia, no entanto, estão hoje em aberto.

Num momento em que o comando da Petrobras reavalia toda a sua carteira de ativos e defende a intensificação dos desinvestimentos, é natural que o papel da Transpetro também seja rediscutido. No ano passado, <strong><a href=”http://www.sindipetro-es.org.br/novo-estatuto-da-transpetro-e-aprovado-e-reduz-participacao-da-petrobras/”>o estatuto da subsidiária foi alterado</a></strong>, de forma a abrir a possibilidade para venda de seu controle. O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, contudo, já disse que a venda da empresa “não está nos planos”.

“Eu não tenho conhecimento, nem por parte da Petrobras, nem por outro tipo de fonte. Não há nenhum estudo no ministério em relação a isso”, disse, durante audiência no Congresso, neste mês.

Uma fonte da estatal afirma que a empresa de logística ainda aguarda as definições da controladora sobre o seu futuro, mas que independentemente do cliente para quem vir a operar, a Transpetro vem se preparando para se manter competitiva no mercado.

Nesse sentido, a Transpetro toca um plano de negócios focado na melhoria de sua saúde financeira. O plano, aprovado em dezembro, prevê uma meta de desalavancagem de 2,6 vezes a relação dívida líquida/Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) para 2019, ante o patamar atual de 2,8 vezes. A empresa também quer aumentar o retorno sobre o capital empregado, dos 6,6% de 2018 para 8,2% neste ano.

Uma outra fonte explica que a venda da Transpetro é vista com cautela dentro da <em>holding</em>, porque a subsidiária tem muita conexão com as operações da controladora. O futuro da Transpetro, segundo ela, passa necessariamente pela definição, prevista para o primeiro semestre, sobre o modelo de vendas das refinarias da Petrobras.

Se a petroleira resolver vender as suas refinarias, junto com os terminais e dutos associados, a expectativa é que a Transpetro encolha de tamanho e passe a operar uma quantidade cada vez menor de ativos para a Petrobras.

Por outro lado, se a opção for por vender somente as refinarias, isoladamente, ganharia força a ideia de transformar a Transpetro numa empresa de prestação de serviços que se rentabilizaria com a abertura de sua infraestrutura para terceiros – esse modelo permitiria uma eventual venda, ainda que não integral, da empresa de logística, no futuro, quando a Transpetro consolidasse sua independência da Petrobras.

“O futuro da Transpetro está muito atrelado ao futuro do modelo de venda das refinarias, que pode ser mais desverticalizado ou mais verticalizado, com a compra da infraestrutura associada. Esse modelo, com a venda dos terminais e dutos, pode gerar mais valor para a Petrobras, mas cria espécies de monopólios regionais que podem não interessar ao <strong><a href=”http://www.cade.gov.br/”>Cade [Conselho Administrativo de Defesa Econômica]</a></strong>”, afirmou <strong>o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires</strong>.

A Petrobras é praticamente a única cliente da Transpetro, que também tem contrato para operação dos gasodutos da <strong><a href=”https://www.ntsbrasil.com/”>Nova Transportadora do Sudeste</a></strong> (NTS), controlada pelo consórcio liderado pela <strong><a href=”https://www.brookfield.com/pt-br”>Brookfield</a></strong>. Dentro do reposicionamento da Transpetro, a companhia enxerga oportunidades para fornecer desde serviços logísticos de cabotagem para distribuidoras de combustíveis a serviços de alívio de navios para petroleiras.

Para o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e ex-diretor da <strong><a href=”http://www.anp.gov.br/”>Agência Nacional de Petróleo (ANP)</a></strong>, Hélder Queiroz, o aumento esperado da produção das petroleiras internacionais, nos próximos anos, abre um nicho de mercado para a Transpetro. A empresa possui frota de 57 navios.

“A Transpetro pode vir a se tornar uma empresa de serviços e ter eventualmente um percentual de seu capital vendido pela Petrobras. Com a desconcentração da produção de petróleo, as empresas vão precisar de infraestrutura logística”, comenta.

Uma inspiração pode ser a <strong><a href=”http://www.vale.com/brasil/”>Vale</a></strong>, que criou a VLI Multimodal, de soluções logísticas. Ao longo do tempo, a mineradora reduziu sua participação no ativo, mas ainda mantém uma fatia de 37,6% no negócio. O diretor do <strong><a href=”http://www.sindmar.org.br”>Sindicato Nacional dos Oficiais da Marinha Mercante (Sindmar)</a></strong>, Carlos Müller, contudo, defende a necessidade de a Petrobras manter certo controle sobre a Transpetro, ainda que a subsidiária passe a prestar serviços para outros clientes.

“Manter os navios operados pela Transpetro é estratégico para a Petrobras, sob o risco de a empresa perder o controle sobre os custos de frete das operações, como aconteceu com a Vale, quando vendeu seus navios Valemax para os chineses”, ressalva.

<em><a href=”http://bit.ly/2Id6OIg”>(Fonte: Valor)</a></em>

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