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Pedro Rodrigues, do CBIE, alerta para o impacto bilionário das linhas de transmissão e de subsídios em renováveis na tarifa do consumidor

Poder360, em parceria com o CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), lança neste sábado (3.jul.2026) mais um episódio do programa Infra em 1 Minuto. O especialista Pedro Rodrigues, sócio do CBIE, analisa os custos embutidos na geração de energias renováveis, como a solar e a eólica, e como o peso da infraestrutura e dos subsídios encarece a conta de luz da população.

O programa é publicado toda semana no canal do Poder360 no YouTube. Inscreva-se aqui e ative as notificações.

Assista (2min37s):

No 169º episódio do Infra em 1 Minuto, Pedro Rodrigues explica que as fontes eólica e solar são as mais baratas do planeta só se a energia for consumida na “porta da usina”.

O desafio, segundo ele, é que a carga de consumo está concentrada no Sudeste, enquanto os grandes complexos de geração ficam em regiões como o Nordeste, o que exige a construção de milhares de quilômetros de linhas de transmissão.

O custo dessa logística recai diretamente sobre o consumidor final. De acordo com os dados apresentados, a receita garantida às empresas transmissoras saltou de R$ 18 bilhões em 2016 para mais de R$ 51 bilhões em 2025, o que representa uma alta de 187%. 

No mesmo período, o consumo de energia cresceu só 23%, e evidenciou que a expansão da rede elétrica avançou 6 vezes mais rápido que o aumento da demanda.

Rodrigues cita também o peso dos subsídios no setor. Usinas eólicas e solares chegam a receber descontos de 50% a 100% na tarifa pelo uso da rede. Como essas geradoras usam a mesma infraestrutura, mas pagam uma fração menor de manutenção, a diferença é distribuída entre os demais consumidores.

A distorção se repete na geração distribuída, com a instalação de painéis solares em residências. O especialista pontua que os consumidores com acesso a crédito e imóvel próprio passam a usar a rede de distribuição praticamente de graça, e transferem os custos para aqueles que, além de ter menor renda, não possuem o sistema instalado.

Para o sócio do CBIE, não se trata de ser contra a transição energética, que ele considera necessária, mas de defender a distribuição correta dos custos. Rodrigues conclui que “a energia mais barata no papel pode ser a mais cara na tomada”, e ressalta que, muitas vezes, as contas escondidas acabam pesando mais para a parcela mais pobre da população, que fica de fora desse debate.

Publicado originalmente pelo Poder360.