Petrobras (PETR4) e Acelen amenizam impacto da volatilidade do petróleo, diz Abicom
Diversos fatores, como o programa de subvenção do governo aos derivados e o aumento de produção da Petrobras, contribuem para o cenário
Os preços dos combustíveis no Brasil continuam praticamente estáveis nos postos de abastecimento, apesar de descolados do mercado internacional, aponta a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). No fechamento de sexta-feira (17), com o petróleo perto dos US$ 90 o barril, o diesel vendido pela Petrobras (PETR3; PETR4) estava 65% abaixo do preço externo e a gasolina com preço 56% inferior.
Nos postos brasileiros, o impacto da alta volatilidade externa tem sido amenizada por diversos fatores, como o programa de subvenção do governo aos derivados, o aumento de produção da Petrobras e a elevação da mistura do etanol na gasolina. Essas medidas têm evitado trazer a volatilidade externa para o bolso do consumidor.
Mesmo a Acelen, controladora da Refinaria de Mataripe, na Bahia, que reajusta semanalmente os preços pela paridade de importação (PPI), fechou a semana com o diesel e a gasolina 6% mais baratos do que no mercado internacional, devido à alta volatilidade da commodity.
Além do aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã, os ataques da Ucrânia à infraestrutura energética da Rússia têm restringido a oferta russa ao mercado, banindo, inclusive, a exportação de diesel.
Para equiparar seus preços ao mercado internacional, a Petrobras teria que elevar o diesel em R$ 2,11 o litro e a gasolina em R$ 1,37 o litro, informa a Abicom. Já a Acelen tem diferença de apenas R$ 0,21 por litro no caso da gasolina, e de R$ 0,31 no diesel.
De acordo com o Centro Brasileiro de Infraestrutura (Cbie), o único combustível vendido mais caro no Brasil do que no exterior é o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), que estaria 17% acima da média internacional. Já a gasolina, segundo o Cbie, estaria sendo negociada com preço 33,7% abaixo e o diesel, 37,9% inferior.

Imprensa
21 de Jul de 2026